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Redes, sub-redes, máscaras, CIDR – Como fica tudo isso com o IPv6? [Parte 1]

Todo mundo já sabe e tem ouvido falar a um bom tempo sobre o fim dos endereços IPv4 e o inicio da implantação dos novíssimos IPv6.

Essa postagem seria um breve texto que idealizei na tarde da última terça-feira enquanto ensinava alguns tópicos à um funcionário. Como o texto começou à ficar grande, resolvi quebrar em partes para poder garantir uma melhor qualidade nos textos.

Antes de qualquer explicação, o que é IPv4 e o que é IPv6 e quem são os tais IANA, ICANN e LACNIC?

Você que clicou no link encurtado ou simplesmente chegou até aqui pelo Google ou RSS talvez não saiba o fluxo de informações gigantesco que foi desencadeado e a complexidade dos caminhos por onde seus dados passaram.

A Internet que conhecemos hoje, nasceu no final do século passado como resultado da interligação de redes de computadores do governo norte-americano em conjunto com alguns serviços criados pelo CERN (sim, aquele que também fez e mantem o LHC).

Quando a grande rede foi disponibilizada para o mundo, alguns órgãos foram criados para regulamentar a utilização da rede. Atualmente temos uma cadeia de autoridades que regem as regras que seguimos ou tentamos burlar. São eles:

  • ICANN – É uma instituição sem fins lucrativos que gere a alocação de endereços IPs, administra os tão famosos servidores DNS dos TLDs (Top Level Domains) e também faz a atribuição dos sufixos DNS e códigos de país.
  • IANA – Localizada abaixo do ICANN é quem atua na prática para gerenciar as distribuições dos blocos de endereços IP ao redor do mundo. A IANA não distribui blocos diretamente à um país e sim à uma região que é gerida por um RIR. A IANA tem como obrigação notificar os RIRs e os NICs sobre as novas alocações para que estes possam fazer a correta manutenção de suas redes e roteadores.
  • RIRs – Os RIRs são instituições que fazem a distribuição por países, o RIR responsável pelo Brasil é o LACNIC, que gerencia as alocações de endereços para toda a América Latina. Os RIRs tem também a responsabilidade de notificar provedores e usuários avançados sobre alterações nas redes. O LACNIC e os demais RIRs tem também o banco de dados que é utilizado nas consultas do tipo WHOIS.

Lista de RIRs espalhados no mundo.

    • Ainda abaixo dos RIRs existem as instituições nacionais, que fazem a distribuição dos domínios para sites e provedores. Dentro do Brasil temos por exemplo o Registro.br que faz a venda de domínios e também o NIC.br que coordena os trabalhos do Registro.br e outros órgãos. O NIC.br é um braço executivo do CGI.br que é o Comitê Gestor da Internet no Brasil.

Agora que você já sabe que existem órgãos que distribuem endereços IP em blocos, vamos entender como funciona o IPv4 apenas gerencialmente.

Os endereços IPv4 são os endereços que conhecemos hoje em dia e tem o característico formato xxx.xxx.xxx.xxx. Esses 4 conjuntos com 3 números é a representação decimal de quatro conjuntos de 8bits, cada conjunto é chamado de octeto, um endereço 200.201.202.203 poderia ser representado em forma binária por 11001000.11001001.11001010.11001011 ou em código Hexadecimal como C8.C9.CA.CB. Com isso temos o limite de cada octeto limitado à 25510 ou 111111112 que também é igual à FF16. Esses limites existem pois esgotam todas as combinações possíveis com os binários, o que nos da 256 números diferentes (0 a 255). Se fizermos um cálculo simples para saber qual o total de combinações possíveis com os quatro octetos, teremos “apenas” 4.294.967.296 endereços, ou seja, aproximadamente 4,2×109. Apenas para fins de comparação o IPv6 suporta 3,4×1038 endereços, segundo o ipv6.br isso representa 66.557.079.334.886.694.389 de endereços por cm2 na superfície da Terra.

ip_estatisticas

Quando a Internet era uma rede apenas para fins educacionais e tinha cerca de 100 computadores interligados, não havia uma preocupação de tamanha expansão que começou à ocorrer por vota de 1993. Para distribuir os generosos endereços foram criados 3 níveis de redes, aqui já vamos entender o conceito de rede e sub-rede. As redes foram divididas em 3 classes que foram nomeadas de A a C, veja tabela abaixo:

Classe Primeiro Octeto Máscara Nº de Redes Hosts por Rede
A De 0 a 127 255.0.0.0 128 16.777.214
B De 128 a 191 255.255.0.0 16.384 65.534
C De 192 a 223 255.255.255.0 2.097.152 254

Essas classes eram distribuídas às empresas e universidades de acordo com seu tamanho, a IBM por exemplo, que é uma gigante iria receber uma rede Classe A, empresas médias, redes Classe B e enfim, empresas pequenas, teriam as redes Classe C. Com o número de redes limitados foram criados também grupos de endereço aos quais chamamos de IPs Privados, os IPs listados acima são todos públicos, ou seja, são acessíveis diretamente de qualquer lugar do mundo. Os IPs privados estão limitados à apenas três grupos. Veja tabela abaixo:

Redes Range Máscara Nº de IPs Maior Bloco
1 Classe A 10.0.0.0 a 10.255.255.255 255.0.0.0 16,777,216

10.0.0.0/8

16 Classe B 172.16.0.0 a 172.31.255.255 255.255.0.0 1,048,576

172.16.0.0/12

256 Classe C De 192 a 223 255.255.255.0 65,536 192.168.0.0/16

Para as redes criadas com IPs privados poderem ter acesso à uma rede de IPs públicos é necessário utilizar-se de um recurso chamado NAT (Network Address Tranlation). O NAT nada mais é do que um redirecionamento baseado em portas/endereços que é gerenciado por um gateway (roteador ou firewall, por exemplo). Vamos tentar exemplificar da seguinte forma:

Eu possuo um roteador Wireless em casa que está configurado para distribuir os endereços da rede 192.168.1.0/24 (ou se vocês preferirem, com máscara 255.255.255.0). Essa é uma rede Classe C e com máscara /24 (que você já está utilizando os 24 bits dos 3 primeiros octetos, o que demonstra o 255.255.255.0 ou em Hexa: FF.FF.FF.00). O Servidor desse blog está dentro da rede do meu provedor que possui um bloco de endereços públicos devidamente alocado pelo LACNIC, o IP atual do meu servidor web é 189.38.80.149.

Meu roteador Wireless é meu gateway nesse instante, ele está com o endereço IP 192.168.1.1 e meu notebook com o endereço IP 192.168.1.101, ao receber solicitações de qualquer pacote que não é da rede 192.168.1.0/24 o roteador encaminha então as informações através do NAT para outra rede, que é a rede do modem do meu NetVirtua e esse modem é um host de uma rede maior, à qual ele tem apenas um endereço IP, que nesse momento é 187.3.90.143. Esse sim conhece redes externas e então repassa a informação para um roteador que repassa pra outro até chegar enfim ao destino. Agora você já sabe melhor o que é o tal tracert ou traceroute.

Clique aqui para saber seu IP público de internet.

Com a existência então dos endereços de rede privados, podemos ter diversas redes 192.168.1.0/24 espalhadas pelo mundo e cada uma delas terá apenas um endereço público de internet. Ai surge uma nova questão, como acessar um dispositivo com o IP 192.168.1.123 de uma rede privada, estando em outra rede privada? Lembra do NAT? Ele funciona aqui também! Dentro de roteadores e firewalls podemos criar regras que encaminham pacotes que chegam através da rede pública, vamos à mais um exemplo:

Dentro da mesma rede que citei acima, tenho um computador que fica com o IP 192.168.1.2, quando quero acessar esse computador e estou fora da minha rede doméstica eu tendo me conectar no meu IP de internet e escolho uma porta específica, quando meu roteador recebe uma conexão na porta X ele sabe que aquilo se refere ao computador 192.168.1.2 e então faz o NAT para que eu chegue até o PC.

Com essa forma de utilização, não foi mais necessário fornecer IPs de internet diretamente aos computadores e com isso o IANA conseguiu adiar o fim do protocolo IPv4 que se fosse utilizado sem NAT teria esgotado todos os endereços a muito tempo.

ip_fim_do_mundo

Atualmente, com cada vez mais dispositivos ligados à internet e com cada vez mais casas e empresas com seus links, é estimado o fim dos endereços IPv4 para 2012.

A criação de encaminhamentos (NAT) pode ser feita de outra forma além da utilização de portas como citei, você pode criar um filtro que verifica o IP de origem da conexão e então faça um redirecionamento para dentro da rede. Vamos à mais um exemplo:

Eu posso configurar em meu roteador que todas as conexões vindas de um determinado IP de internet, por exemplo, 200.201.202.203 seja direcionado para o IP 192.168.1.5 da minha rede interna, com isso qualquer outro IP que tentar se conectar em meu IP público irá para um lugar e apenas quem sair da rede à qual pertence o endereço citado irá passar pelo meu gateway e chegar ao PC.

Uma das táticas utilizadas pra poder fornecer pequenos pedaços de redes para provedores e grandes empresas foi a criação de sub-redes, até então – mesmo com a utilização de NAT – as redes eram divididas nas Classes A, B e C e isso limitava muito a distribuição dos endereços.

Uma sub-rede é um pedacinho de uma rede maior e que utiliza uma máscara diferenciada para aquela classe, mais um exemplo:

Um provedor requisita um bloco de endereços para a entidade responsável em seu país, esse provedor não precisa de muitos endereços, vamos supor aqui que sejam apenas 200 IPs. A entidade de seu país entretanto é detentora de uma rede completa de Classe A que aqui iremos simular como 20.0.0.0/8 ou seja, todos os IPs entre 20.0.0.0 e 20.255.255.255. Para dividir isso o provedor pode ficar com apenas uma sub-rede da entidade local que pode ser 20.0.1.0/24 que abrange todos os IPs entre 20.0.1.0 até 20.0.1.255 e a máscara da sua sub-rede será 255.255.255.0, diferentemente de 255.0.0.0 que é o comum em redes Classe A.

Na próxima postagem irei abordar melhor como funcionam as máscaras de rede e fazer uma introdução ao IPv6.

Esse texto foi totalmente feito por mim e com base em informações retiradas da Wikipédia e dos sites Registro.br e IPv6.br já devidamente linkados no texto.

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That’s one small step for [a] man, one giant leap for mankind

Embora muitos chatos tentam corrigir o “a” que Neil Armstrong embutiu em sua frase mais famosa (que ao meu ver, só perde em fama no mundo da NASA pra “Huston, we have a problem”) nada supera o feito daquele homem que foi o primeiro à pisar em terreno extra-terrestre (sinistrum).

A revolução aeroespacial junto com a guerra fria ajudaram o desenvolvimento tecnológico de tudo o que usamos hoje em dia. É fácil imaginar que meu iPod tem uma capacidade de processamento muito superior ao módulo lunar da Apollo 11 mas o que faz aquele vôo ser histórico é que 3 homens saíram da terra na tarde de 16 de julho de 1969 montados em um cilindro lotado de combustível espacial (chamado de Nave Columbia), algum tempo depois, próximos da Lua, Buzz Aldrin e Neil Armstrong saíram a bordo do módulo lunar “Eagle” com destino ao desconhecido.

Não exista GPS, não existia Google Maps, não existia um amigo que conhece aquele lugar, aqueles homens estavam em uma situação perigosa, que embora acompanhada por uma gigantesca equipe em terra, era uma viagem completamente inédita. A bordo do módulo lunar, Aldrin e Armstrong estavam nas mãos de um computador mais arcaico que seu celular, que seu MP3 ou até mesmo que seu refrigerador.

Neil_Armstrong

Armstrong dentro da Eagle – Ele não sorriria assim se fossem os dias de hoje e com a tecnologia daqueles tempos.

A NASA vem divulgando desde 2008/2009 uma campanha em comemoração aos 40 anos da missão Apollo 11. Acho que a iniciativa é válida, por mais que muitos não acreditem que o homem chegou na Lua, muitos acreditem que não valeu tanto investimento pra irmos buscar pedrinhas e ainda que muitos que apoiaram enfaticamente a decisão do presidente Obama em congelar o projeto Constellation ao qual tinha planos de levar o homem de volta à lua e traze-lo em segurança para a terra (Nixon feelings).

Hoje em dia eu agradeço pelos tempos da corrida espacial, por mais que em tempos atuais tenhamos avanços tecnológicos muito interessantes, naquele tempo o homem evoluiu numa escala como nunca vista, a medicina se beneficiou, o homem ganhou o GPS que o faz chegar em segurança em qualquer lugar, até inventaram uma tranqueira chamada Computador Pessoal, ao qual acabou com a vida social (não resisti).

Queria compartilhar aqui também um link (http://www.nasa.gov/externalflash/apollo11_40/) muito legal.

Eu como aficionado por realidade-cientifica fico triste em ver um período tão nostálgico que já morreu há 40 anos e que não poderei ver também nada de novo tão cedo. Quem sabe os chineses não resolvam viajar pra lua antes dos EUA só para ganhar uma vantagem nessa louca corrida espacial que pode voltar à qualquer momento.

Hoje que é dia do amigo também, queria deixar um grande abraço para os colegas iPod, Notebook, GPS e Celular! Vocês todos que eram apenas embriões em 1969 hoje são meus companheiros na maior parte do dia de trabalho.

Realmente aquele foi um pequeno passo para um homem, mas será que Neil sabia que esse passo seria tão grande assim para a humanidade?

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Creative Suite 5 – Do it yourself!

No mês de Abril a Adobe lançou no mercado a Creative Suite 5 ou simplesmente CS5, produtos como Photoshop, Flash e Ilustrator ganharam novas versões com novas funcionalidades (nenhuma delas aprovadas pela Apple :P ) que mostraram ao mercado o que é ser uma gigante empresa de Software.

Com a loucura causada pelo anúncio e as funcionalidades demoníacas incríveis do Photoshop CS5 logo procurei a sessão de Downloads mas para minha surpresa estes ainda não estavam disponíveis em versões Trial. Hoje recebi da Adobe um e-mail informando que o trials estavam disponíveis, quero partir logo pra testar toda a suíte Master Collection mas por enquanto só consegui brincar com o Photoshop.

PSCS5

Logo de cara eu só pensava em uma coisa Fill –> Content-Aware que é o mágico recurso apresentado no vídeo abaixo:

Depois de perder algumas horas descobrindo como fazer ele funcionar melhor (algumas horas é exagero, foram apenas minutos) consegui apagar minha pessoa em uma foto num parque. Só posso dizer uma coisa, tão mágico e digno de adjetivos como foi no lançamento do iPad.

Links para download dos trials podem ser encontrados aqui: http://www.adobe.com/downloads/

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Suporte – Apple Brasil

Ter que levar qualquer produto pra assistência técnica é uma experiência horrível. Você comprou, deu problema, passou os prazo de ir na loja e pegar um novinho e agora você além de ficar sem usar seu querido bem, você tem que mudar seus horários e caminhos, levar para assitência técnica, ficar um tempão sem e correr o risco de quando você tiver o trabalho de ir buscar de volta, ele continuar com defeito ou alguém te cobrar pelo serviço pois “a garantia não cobre …”.

desmotivado-assistencia-tecnica

Além disso tudo, você pode tentar resolver o problema também por impaciência com os longos prazos, péssimo atendimento e qualquer outra coisa fétida que possa aparecer (pois assistências técnicas podem emanar odores interessantemente ruins ou até mesmo te presentear com um corpo de pombo dentro da sua TV, né Gradiente? ;) ).

Para minha surpresa o botão power do meu iPod Touch afundou! Sim, a Apple tem qualidade e tudo mas peças móveis estão sujeitas à esses “probleminhas”, completamente aceitável por se tratar de ter sido manufaturado por uma criança ;)

Bom, temos um equipamento caro, de uma empresa renomada com defeito, o que fazemos? Ligamos para o telefone que está estampado no certificado de garantia. Não me lembro quem disse, mas sei que o Call-Center da Aplle no Brasil é gerenciado pela Atento (aquela da Telefônica com atendentes super qualificados). A primeira impressão que tive é de que tinha sido atendido por um macaco, mas logo após me senti o próprio macaco quando disse que morava em Santo André/SP e o atendente carinhosamente do outro lado da linha soltou um “Vixeeeeeee, é longe hein?”. Me acalmei, respirei fundo, disse que trabalho no Centro de São Paulo e acabei optando por levar meu aparelho para a Mac Centris que não é tão próxima mas é num local de fácil acesso (e que eu sei chegar sem GPS :) ).

Dei entrada com o aparelho na empresa dia 01/04/2010 e ontém (07/04/2010) recebi uma ligação falando que meu novo aparelho já estava disponível para ser retirado. Hoje pela manhã compareci ao local com minha O.S. em mãos e retirei um aparelho do mesmo modelo que o meu e novinho em folha! (sem riscos e sem custo como mencionado para o iPad aqui).

Resumo da obra: Quer um atendimento telefônico decente no Brasil? Não importa se você é a Apple e ama agradar seus clientes, não terceirize! Do it yourself. Quer evitar dores de cabeça com produtos que vem e vão para a assitência técnica? Compre da Apple.

Sinceramente, se todos os fabricantes eletrônicos tivessem essa metodologia eu não me importaria de pagar um pouco a mais por isso.

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Engenheiros, nerds e tutorial de formatação de PCs para “leigos”

 

Tem um ditado que diz que todo engenheiro é um nerd que estudou mas nem todo nerd que estudou é um engenheiro. Talvez isso seja verdade mas o que me surpreende hoje é o conteúdo desse link. Como todo morador do ABC Paulista conheço a fama dos cursos de engenharia da FEI.

A equipe do Laboratório de Usabilidade da FEI junto com a equipe do UOL Tecnologia montou 2 tutoriais sobre como formar seu PC, isso mesmo, uma receita de bolo para donas de casa entediadas formatarem seus computadores que segundo texto do UOL “anda cada vez mais lento. De repente, abrir mais de um aplicativo ao mesmo tempo fica impossível. Cada clique do mouse leva você à beira de um ataque de nervos, com a demora na resposta. E eis que surge aquele seu amigo com um conselho que parece mágico: por que você não formata sua máquina?”

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São dois tutoriais (Windows 7 em 40 passos e Windows XP em 36 passos) que embora tragam tudo o que quem está lendo esse texto saiba fazer, trazem dicas muito interessantes sobre como não perder seus arquivos e finalmente reinstalar o Windows.

Em dias atuais você encontra uma oficina de fuçadores loja especializada em manutenção de computadores em cada esquina onde por R$50,00 você pode instalar qualquer versão do Windows (se é original é outra conversa) e ainda de quebra o carinha te instala o Orkut, Twitter (programas que além de úteis e essenciais precisam ser instalados), Pacote Office, WinRAR, Adobe Reader e o Windows Live Messenger.

Já que esses tutoriais estão em destaque na home do UOL, imagino que no mínimo umas mil pessoas vão estufar seus peitos e partir pra cima dos seus PCs com a melhor das intenções, claro que alguns vão fracassar pois tem 2 partições já e não vão entender direito o conceito que foi passado mas enfim, vão tomar coragem.

O que mais me chamou atenção é o meio de redimensionamento de partição adotado para backup, uma solução que pode atender todos, exceto quem tem um HD de 40 ou 80 gigas  e está com 95% de sua capacidade utilizada ;)

De qualquer forma, é uma iniciativa, antes formatar um PC (minha primeira experiência foi com o Windows 95) exigia disquetes, cópia de arquivos, certificar que você tinha os discos de instalação de todos os programas e os benditos drivers (que não foram citados nas matérias por?). Ver uma matéria assim no portal mais acessado do Brasil e ainda em destaque mostra quais as tarefas corriqueiras dos próximos dias.

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Links: Matéria, Tutorial Win7, Tutorial WinXP.

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Vai da índole de cada um.

Na era atual o conhecimento está disseminado, a informação está disponível para todos de graça, em qualquer lugar e a qualquer momento. Esta com uma dúvida sobre um trecho de código em Java? Pesquise no Google, as 13:00 de hoje vejam o que consegui:

googleJava

É isso mesmo. São três milhões, quinhentos e cinquenta mil resultados sobre como fazer um hello world em Java. Agora vamos a absurda pergunta “Como construir uma bomba”, claro que agora surgiram resultados que variam de piadas até documentos técnicos bem interessantes (e assustadores em certo ponto). Pra que alguém procuraria como construir uma bomba? Não precisa de nenhum motivo pragmático do tipo “destruir a civilização judaico-cristã ocidental”, basta a professorinha pedir e lá vai um bando de 30 ou 40 alunos cheios de curiosidade consultar o tio Google. O conhecimento é o mesmo, oferece a esses alunos a oportunidade de construir algo maléfico mas o conhecimento é geral, a índole é que varia.hacker1

Estou desenvolvendo um script em Bash para Linux onde alguns arquivos são lidos e seus dados são enviados para um servidor MySQL instalado num super. datacenter, conhecido como meu quarto. Para enviar o texto pensei em diversas maneiras que variaram (e muito) mas a opção mais segura que encontrei é simples e funcional, preencher um formulário HTML com os dados e enviar via POST para o Apache onde um simples script em PHP faz a inserção dos dados no banco, agora surge o problema: Como montar um cabeçalho POST e dispara-lo utilizando o shell do Linux?

Desistir da idéia não é uma opção em tempos googléicos, recorri ao velho novo buscador e encontrei diversos exemplos em PHP, Phyton, Ruby, Perl e nada do bendito Bash, em um resultado ao qual o titulo me chamou a atenção encontrei a solução: Utilizar o NetCat (descrito como “Canivete Suíço do TCP” nesse artigo que é uma boa referência pra quem não sabe o que estou falando).

esquema_33 Agora que já obtive a solução para o meu problema vamos ao titulo do artigo que me abriu a cabeça para essa solução: HTML Form Brute Force. Interessante não é? Um tutorial sobre como utilizar um script em shell para ficar testando senhas aleatórias em um site qualquer que utiliza o método POST em algum formulário de autenticação. O pior, o negócio funciona! Eu montei um laboratório aqui para testar o script, ele consome banda excessiva e um processamento elevado além de ser demorado, mas como disse, funciona! Há ainda dicas de como otimizar seu script para que ele faça até 500 tentativas por segundo.

O que podemos concluir com isso? No mundo atual temos muitos “espertos” que sabem que um dia “a casa cai véi” mas insistem em tentar utilizar tais ferramentas para fins ilegais. Além do NetCat que estou me familiarizando melhor agora, eu gosto bastante do “nmap” que pode ser utilizado para exibir uma lista de portas abertas em um determinado host. Já usei o Nmap para monitorar serviços e verificar se alguns scripts que criei que deveria alterar algumas portas de serviços em determinados horários estava funcionando.

No fim todos tem direito à esse conhecimento, acho que isso deve reduzir a ignorância e talvez nos leve a um mundo mais civilizado mas enquanto as pessoas “espertas” tentarem coisas do tipo roubar senha de MSN/Hotmail ou até hackers de verdade que tentam invadir bancos e empresas vamos apenas garantir o emprego e bom salário dos profissionais de segurança (seja em TI ou nas ruas).

OBS.: Pelo amor do seu Windows, não baixe programas que prometam descobrir senhas do MSN alheio, não coloque seu usuário e sua senha em nenhum formulário ou em e-mail para contas do tipo pass.recovery2009@hotmail.com.

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